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Toxina Botulínica – o que o Dentista pode fazer?

   Segundo o Código de Ética do CFO – Conselho Federal de Odontologia, são atribuições do Cirurgião Dentista: “Diagnosticar, planejar e executar tratamentos, com liberdade de convicção, nos limites de suas atribuições, observados o estado atual da ciência e sua dignidade profissional. As áreas de atuação do CD são a cavidade da boca e face.”  Assim, o Cirurgião Dentista tem amparo legal para trabalhar com a Toxina dentro das suas atribuições profissionais.

Botox

As indicações na odontologia são:

  1. Correção do sorriso gengival – Para quem busca um sorriso perfeito, a Toxina pode ajudar. Pacientes que ao sorrir mostram a gengiva em excesso – chamada sorriso gengival – podem fugir da cirurgia em alguns casos. Com uma pequena aplicação de cada lado da face, o músculo responsável por tracionar o lábio superior para cima e, consequentemente expor a gengiva em demasia, recebe um bloqueio químico e tem sua atividade diminuída. A melhora do quadro é significativa e não há perda de sensibilidade no lábio superior, nem a sensação de face paralisada.
  2. Correção de sorrisos assimétricos –  Uma simples aplicação do medicamento normaliza gradativamente sorrisos que elevam mais um lado do lábio superior do que o outro – o sorriso torto.
  3. Dores orofaciais ligados à hiperatividade dos músculos da mastigação (incluindo dores de cabeça): causadas ou agravadas pelos músculos da mastigação podem ser controladas com o uso desse medicamento.
  4. Disfunções de ATM/ Bruxismo:
    1. Controle do Bruxismo do Sono (apertamento e ranger dos dentes dormindo)
    2. Controle do Bruxismo em Vigília (apertamento e ranger dos dentes acordado)
    3. Quando essas condições passam a trazer prejuízo para a musculatura da face ou para os dentes, é possível controlá-la com a Toxina.
  5. Assimetria de face –  Alguns pacientes podem apresentar o músculo masseter hipertrofiado, ou seja, ele pode ganhar volume de maneira exagerada. Quando isso ocorre de um só lado, ocorre uma assimetria de rosto. Quando ocorre dos dois lados, fica a aparência de um rosto extremamente largo e muito quadrado. A Toxina corrige essas situações.
  6. Controle da sialorréia (aumento da secreção salivar) – A Toxina ajuda a controlar a salivação excessiva, que pode ocorrer em várias situações diferentes, como por exemplo, em portadores de esclerose lateral amiotrófica e durante crises de epilepsia.

 

 

A aplicação de toxina botulínica é um tratamento feito através da aplicação da toxina botulínica. O procedimento é rápido, praticamente indolor e dispensa internação e afastamento das atividades de rotina. As contraindicações ficam restritas somente à pacientes grávidas ou portadores de doenças neurodegenerativas.
A ação da Toxina Botulínica:
A ação da toxina botulínica é localizada e inicia-se 48 horas após sua aplicação, atingindo o resultado máximo em 15 dias. O efeito permanece por 4 a 6 meses. Após esse período, o músculo volta gradativamente à sua contração normal, podendo o paciente fazer uma nova aplicação da substância.
Por possuir conhecimento sobre as estruturas de cabeça e pescoço cirurgião-dentista pode tratar certas afecções da face e da cavidade oral de forma conservadora e segura com a aplicação da toxina botulínica, desde que possua treinamento específico e conhecimento sobre sua utilização e não extrapole suas funções.
O procedimento é seguro e não há nenhum comprometimento motor da boca. É um tratamento simples, eficiente, feito em sessão única, com alto grau de satisfação dos pacientes.

 

A Toxina Botulínica é uma neurotoxina extremamente ativa, produzida por uma bactéria chamada Clostridium botulinum e apesar de ser amplamente conhecida por sua utilização cosmética em injeções intramusculares para a redução de rugas faciais, a sua principal aplicação é voltada ao uso terapêutico. Sua atuação se dá por meio do bloqueio de um neurotransmissor em nível celular, que impede a contração muscular. Esse efeito começa a ser observado no segundo dia e aumenta até o 140 dia, quando se pode observar o ápice do resultado clínico. Embora o Botox, seja a marca comercial mais conhecida, existem diversas outras disponíveis no mercado, como: Dysport, Prosigne, Xeomin e Botulift.

Cuide da sua pele, cuide da sua saúde!

 

Dra Thais Rocha

 

 

 

 -Dra Thais Rocha  CRO: 81067 SP
Especialista em Ortodontia- IMPG Alfenas, MG

MBA Gestão em Marketing- FGV, SP

Mestrado em Ortodontia- FHO, Araras, SP

Certificada pela internacional Surgical Anatomy Course Miami-EUA

Coordenadora no Curso de Toxina e Preenchimento MOA, Medicina Odontologia Avançada

 

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A Odontologia e a Apneia do Sono

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Um terço dos moradores de São Paulo convive com um problema respiratório crônico que prejudica o sono e piora a qualidade de vida: a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), uma série de breves interrupções na respiração que levam a microdespertares sem que o indivíduo tenha consciência disso. Quem tem apneia não descansa como deve. Apresentam dores de cabeça, sonolência diurna, irritabilidade, queda de rendimento no trabalho, problemas de memória, risco de infarto, hipertensão e diabetes.

O ronco é importante problema familiar e social que pode levar ao isolamento e ao preconceito. Está associado à Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e serve de alerta para a sua existência.

A constatação de que um em cada três paulistanos sofre de apneia é um dos resultados impressionantes do levantamento de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo sobre qualidade do sono dos habitantes da capital paulista.

Os pesquisadores encontraram relação direta entre apneia e excesso de peso, com risco de 2,6 vezes no sobrepeso e 10,5 na obesidade.

Entre os homens a SAOS aumenta com a idade e entre as mulheres, depois da menopausa.

O diagnóstico é feito através da polissonografia realizada em instituto do sono onde o paciente dorme e tem seus dados vitais monitorados.

Entre os tratamentos da SAOS destaca-se o CPAP, uma máscara acoplada a um compressor que injeta ar nos pulmões através do nariz e/ou da boca. Existem também as cirurgias da faringe com uso cada vez mais restrito devido aos baixos índices de sucesso.

A odontologia tem contribuído para o tratamento com cirurgias de avanço da maxila e mandíbula e também com os aparelhos intraorais (AIO) de avanço mandibular utilizados durante o sono. De fácil adaptação, o AIO tem conquistado a preferência dos pacientes.

O CPAP tem sua confecção padronizada; o Aparelho Intra Oral é fruto de experiência clínica de dentistas familiarizados com correção de dentes que observaram redução do ronco no tratamento dos pacientes.

Os modelos desenvolvidos, obedecem ao princípio de avançar a mandíbula levando a língua para frente, impedindo que ela caia na garganta durante o sono e cause obstrução da passagem de ar para os pulmões.

O pouco conhecimento do seu funcionamento no meio médico, ainda constitui importante obstáculo para a ampliação de seu uso.

Por isso, é importante que os dentistas se integrem aos profissionais que tratam a apneia do sono e possam oferecer seus valiosos conhecimentos em benefício do paciente portadores da Sindrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).

 Os profissionais da Odontologia necessitam de estudos constantes para  ampliar seus conhecimentos na área da fisiologia, do diagnóstico e tratamento desta patologia, pois podem colaborar com o controle desta síndrome com aparelhos leves, confortáveis e eficientes que melhoram a saúde e a qualidade de vida

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Maiores informações clique:  www.neom-rb.com.br

 


Dr. Gerson Paulino Dos Santos

CRO: CRO-SP 32.904
E-mail: gerson@gersonpaulino.com.br
Site: www.gersonpaulino.com.br 
Lattes: http://lattes.cnpq.br/9497287735668162
Mestrando em Ciência da Saúde   Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares Professor de Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia e Ronco e Apneia do Sono - NEOM-RB e do curso de especialização em Ortopedia Funcional dos Maxilares - Faculdades Facsete / NEOM-RB Professor do curso de especialização em Ortodontia – FACSETE / NEOM-RB
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VEJO UM TERCEIRO MOLAR FORA DA POSIÇÃO OU MEIO VIRADO NA RADIOGRAFIA!!! TIRAR OU NÃO???

DUVMOLARÀs vezes, a grande dúvida dos profissionais de odontologia é saber indicar uma exodontia de um terceiro molar, conhecido também como dente do ciso. Nas radiografias panorâmicas temos uma visualização de todo o complexo maxilo mandibular, desta forma, podemos avaliar os dentes do siso em relação aos outros elementos dentais bem como a própria anatomia e posição destes dentes.
Os problemas aparecem porque como o nosso aparelho dental já estava todo montado, não há espaço suficiente para o siso nascer na região. Com isso, a dor no siso é intensa e, se ele não for retirado imediatamente pode haver grandes complicações como, por exemplo, a formação de um cisto na região, o desalinhamento dos dentes vizinhos, inflamações, doenças e até mesmo cáries.
Para resolver futuros problemas de “dor no siso” e as complicações clínicas causadas por eles, a principal indicação é a prevenção de:
Prevenção da doença periodontal;
Prevenção da cárie dental;
Prevenção da pericoronarite;
Prevenção da reabsorção radicular;
Dentes retidos sob próteses dentárias;
Prevenção de cistos e tumores odontogênicos;
Prevenção de dor de origem desconhecida;
Prevenção de fratura da mandíbula;
Facilitação do tratamento ortodôntico;
Otimização da saúde periodontal.

Talita Zanluqui de Souza

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Atenção ao novo código de ética.

ética na odontologia

Está em vigor desde 1º de janeiro de 2013, o novo texto do Código de Ética Odontológica, aprovado pela Resolução CFO-118/201.

 

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1o. O Código de Ética Odontológica regula os direitos e deveres do cirurgião-dentista, profissionais técnicos e auxiliares, e pessoas… E assim vai…..

Com certeza poucos colegas tomaram conhecimento desse fato e caso o tenham feito, não deram a mínima importância. E não dando a devida importância, não tiveram o interesse em dar uma “olhadinha”, uma “espiada”.

Pois bem, não sou diferente de qualquer outro colega. Tenho mais o que fazer do que ficar lendo código de ética profissional e uma dessas coisas a mais é terminar a minha tese de mestrado.

Nesse mestrado frequentei aulas da ÁREA CONEXA e uma dessas aulas foi sobre CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL, onde fomos alertados para o seguinte capítulo:

 

CAPÍTULO XI

“DAS ENTIDADES COM ATIVIDADES NO ÂMBITO DA ODONTOLOGIA”

Art.29.Aplicam-se as disposições deste Código de Ética e as normas dos Conselhos de Odontologia a todos aqueles que exerçam a Odontologia, ainda que de forma indireta, sejam pessoas físicas ou jurídicas, tais como: clínicas, policlínicas, cooperativas, planos de assistência à saúde, convênios de qualquer forma, credenciamento, administradoras, intermediadoras, seguradoras de saúde, ou quaisquer outras entidades.

Art. 30. Os profissionais inscritos prestadores de serviço responderão, nos limites de sua atribuição, solidariamente, pela infração ética praticada, ainda que não desenvolva a função de sócio ou responsável técnico pela entidade.”

 

O que quer dizer isso tudo?

 

Todo consultório odontológico com mais de um profissional atuante é considerado uma clínica.

Por exemplo: você trabalha numa clínica, seja ela jurídica ou não, onde outros colegas atuam em outras especialidades, ou mesmo na clínica geral. E talvez, você nem os conheça, trabalha em dias diferentes ou mesmo aquele colega que divida as despesas com você, no seu consultório. Ou o implantodontista ou o endodontista que vai até sua clínica prestar um serviço.

Qualquer desses colegas que cometer uma infração ética, todos os demais, responderão por isso. Não só o responsável técnico, mas todos os profissionais que ali atuam são corresponsáveis pela infração ética.

É o que diz o Artigo 30 do Capítulo XI.

Sugiro a todos que deem uma “olhadinha” no texto do código. Principalmente no que diz respeito as infrações, porque o código ficou com uma interpretação, no mínimo ambígua.

Lembrando que, o simples fato de não estar em dia com a anuidade do CRO é uma infração.

 

 

Dr. Marcelo José Bellintani Fontana


Coordenador do Curso de Atualização em Implantes Orais da escola NEOM-RB

Mestrando em implantologia

Especialista em implantologia

Pós-graduado em cirurgia avançada e cirurgia periodontal

 

 

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Relação entre mandíbula e coluna cervical

Tudo indica que existe uma intima relação entre comprimento mandibular e a curvatura da coluna cervical.

Estudos demonstram que indivíduos com um menor comprimento mandibular (classe II esquelética) apresenta um aumento da curvatura cervical e consequentemente, aumento das outras curvaturas da coluna.

O contrario também é verdade. Pessoas com um maior comprimento da mandíbula (classe III esquelética) tendem a ter uma retificação cervical.

Nestes casos, o aumento ou a retificação da coluna cervical, pode gerar a longo prazo dores localizadas ou pinçamentos (desgastes ósseos acentuados ou bloqueios articulares), diminuindo a qualidade de vida destes indivíduos.

cervicalgiaO dentista é fundamental neste tratamento, pois ele pode controlar o crescimento mandibular, seja para estimulá-lo ou freá-lo, resultando em um crescimento equilibrado e provavelmente uma correção ou melhora da coluna, isso se feito em uma época oportuna, ou seja, o mais cedo possível e muitas vezes, ainda em dentição decícua. Neste caso, a Ortopedia Funcional dos Maxilares é imprescindível.

Aguardar a troca dos dentes para tratar com aparelhos fixos pode ratificar a deformação na coluna, perpetuando o problema.

Extrações dentárias em pacientes classe II, significa corrigir dentes e manter a mandíbula pequena, mantendo a acentuada curvatura cervical e  deixando de lado a saúde geral do paciente.

Às vezes pode parecer que o caminho mais seguro é seguir o protocolo que é usualmente empregado.

Mas e se esse paciente fosse o seu filho, qual seria a sua escolha?

 

Dr. Pedro Pileggi Vinha

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