Category Archive: Ortodontia

A Odontologia e a Apneia do Sono

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Um terço dos moradores de São Paulo convive com um problema respiratório crônico que prejudica o sono e piora a qualidade de vida: a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), uma série de breves interrupções na respiração que levam a microdespertares sem que o indivíduo tenha consciência disso. Quem tem apneia não descansa como deve. Apresentam dores de cabeça, sonolência diurna, irritabilidade, queda de rendimento no trabalho, problemas de memória, risco de infarto, hipertensão e diabetes.

O ronco é importante problema familiar e social que pode levar ao isolamento e ao preconceito. Está associado à Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e serve de alerta para a sua existência.

A constatação de que um em cada três paulistanos sofre de apneia é um dos resultados impressionantes do levantamento de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo sobre qualidade do sono dos habitantes da capital paulista.

Os pesquisadores encontraram relação direta entre apneia e excesso de peso, com risco de 2,6 vezes no sobrepeso e 10,5 na obesidade.

Entre os homens a SAOS aumenta com a idade e entre as mulheres, depois da menopausa.

O diagnóstico é feito através da polissonografia realizada em instituto do sono onde o paciente dorme e tem seus dados vitais monitorados.

Entre os tratamentos da SAOS destaca-se o CPAP, uma máscara acoplada a um compressor que injeta ar nos pulmões através do nariz e/ou da boca. Existem também as cirurgias da faringe com uso cada vez mais restrito devido aos baixos índices de sucesso.

A odontologia tem contribuído para o tratamento com cirurgias de avanço da maxila e mandíbula e também com os aparelhos intraorais (AIO) de avanço mandibular utilizados durante o sono. De fácil adaptação, o AIO tem conquistado a preferência dos pacientes.

O CPAP tem sua confecção padronizada; o Aparelho Intra Oral é fruto de experiência clínica de dentistas familiarizados com correção de dentes que observaram redução do ronco no tratamento dos pacientes.

Os modelos desenvolvidos, obedecem ao princípio de avançar a mandíbula levando a língua para frente, impedindo que ela caia na garganta durante o sono e cause obstrução da passagem de ar para os pulmões.

O pouco conhecimento do seu funcionamento no meio médico, ainda constitui importante obstáculo para a ampliação de seu uso.

Por isso, é importante que os dentistas se integrem aos profissionais que tratam a apneia do sono e possam oferecer seus valiosos conhecimentos em benefício do paciente portadores da Sindrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).

 Os profissionais da Odontologia necessitam de estudos constantes para  ampliar seus conhecimentos na área da fisiologia, do diagnóstico e tratamento desta patologia, pois podem colaborar com o controle desta síndrome com aparelhos leves, confortáveis e eficientes que melhoram a saúde e a qualidade de vida

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Maiores informações clique:  www.neom-rb.com.br

 


Dr. Gerson Paulino Dos Santos

CRO: CRO-SP 32.904
E-mail: gerson@gersonpaulino.com.br
Site: www.gersonpaulino.com.br 
Lattes: http://lattes.cnpq.br/9497287735668162
Mestrando em Ciência da Saúde   Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares Professor de Ortopedia Funcional dos Maxilares, Ortodontia e Ronco e Apneia do Sono - NEOM-RB e do curso de especialização em Ortopedia Funcional dos Maxilares - Faculdades Facsete / NEOM-RB Professor do curso de especialização em Ortodontia – FACSETE / NEOM-RB
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CHUPETA OU DEDO

É extremamente comum ouvir que é preferível que a criança pegue a chupeta ao dedo pois é mais fácil de remover o hábito no futuro.

Não existe nenhum estudo que demonstre ser mais fácil de remover a chupeta que o dedo. Além disso, na minha clínica, não vejo esta relação. Tanto dedo quanto chupeta apresentam o mesmo grau de dificuldade na retirada.

Claro que o uso da chupeta muitas vezes acalma a criança e consegue devolver um pouco de sanidade aos pais quando a criança está em crise, não posso negar este fato.

chupar dedoOutro aspecto é que a chupeta é colocada as pressas na criança quando ela leva a mão na boca, para não pegar o “horroroso” hábito de chupar o dedo.

Mas também não nego que o uso da chupeta é um hábito social, aonde os pais impõem à criança, pois está arraigado na sociedade que chupeta acalma a criança e é bonitinha. Afinal, crianças com chupeta são muito mais fofinhas.

Primeiro é importante entender que a criança, quando aleitada corretamente (entenda-se aleitada corretamente, como aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e se possível não exclusivo por até 2 anos, segundo a OMS) tem muito pouca possibilidade de adquirir um habito de sucção não nutritiva. A chance “pegar” o dedo ou a chupeta é muito, mas muito menor.

Porém, existe um aspecto muito interessante poucas vezes observado. Quando o bebe descobre a mão a tendência dele é coloca-la na boca. Isso é uma característica do desenvolvimento infantil, nesta fase tudo que a criança descobre ela leva à boca.

Este mesmo fato vai acontecer com a criança mais velha, na época que irrompe os incisivos. Ela leva a mão na boca, pois a gengiva coça.

Esta característica de por a mão na boca nestes momentos, na sua grande maioria passa. A criança após descobrir a mão, vai retira-la da boca com o tempo até descobrir a próxima novidade e também vai retirar a mão após que erupção dos incisivos. Nesta fase, um mordedor ajuda bastante.

Alguns poucos, muito poucos, podem acabar permanecendo com o dedo na boca e adquirindo o habito de sucção do . É fato, mas pode acontecer com um pequeno grupo.polegar

De um modo geral, PREFIRO INFINITAMENTE O DEDO A CHUPETA. Não gosto do efeito dos dois na boca, acho que ambos deformam as arcadas, podem gerar problemas respiratórios (um dia escrevo sobre isso) e muitas vezes são de difícil remoção.

Entretanto o dedo é mais anatômico, cresce com a criança mantendo a proporcionalidade e o mais importante, a criança pode optar ou não por chupar o dedo, afinal após cada fase ela normalmente retira a mão da boca. A chupeta é sempre imposta pelos pais, sem que a criança tenha opção de querer ou não ter este habito. Vocês ficariam chocados com diminuição da incidência de crianças com hábitos se não fosse ofertado a chupeta.

Entre o dedo e a chupeta, não gosto de nenhum, mas pelo menos o dedo, a criança pode optar, a chupeta não.

 

Dr. Pedro Pileggi Vinha

Foto: Getty Image

 

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Criança, exodontia, respiração, crescimento e Ortodontia.

Quem faz Odontopediatria vê crianças assim todos os dias:


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* Casos com fotografias ilustrativas buscadas na internet onde se presume que as radiografias evidenciaram atrofias mandibulares e maxilas bem posicionadas ou ligeiramente protruídas e atresia de arcos. fonte http://orthotropics.com/

Imagine se tivéssemos uma única linha de tratamento e que ela fosse exclusivamente voltada para dentes, qual seria o resultado nestes casos*?
Nas imagens mostradas, no tratamento foi priorizado o crescimento das estruturas  através da Ortopedia Funcional.

Quando estimulamos o aumento do perímetro das arcadas e também as tornamos compatíveis entre si, se houver necessidade de alinhamentos dentários isto se faz de uma maneira rápida, fácil e com baixo risco.
Se em casos assim a opção for aparelhos para retrair o arco superior, ou ainda pior, se fizermos extrações, colocaremos em risco não só a estética facial, também o perfeito fluxo respiratório.

Procurem saber sobre apneia do sono.

Alguns colegas argumentam que a retração de um arco nas exodontias dentro do tratamento ortodôntico é muito pequena, no entanto devemos considerar pelo ao menos dois fatores:

1- Quando tratamos apneias severas (que trazem consequências sistêmicas sérias) muitas vezes usamos aparelhos que fazem uma pequena protrusão mandibular e o índice de apneia cai para um nível aceitável ou desaparece. Estamos falando de 2 a 4 mm! , e quando ampliamos a boca de 2 a 4 mm muitas vezes tiramos o paciente do quadro de apneia. Se isso acontece, porque não imaginar que fazendo ao contrário não o estamos predispondo o nosso paciente a ser um apneico?

2- Quando utilizamos uma técnica que restringe uma estrutura em detrimento da atrofia de outra, estamos agravando o quadro, e claro, produzindo uma situação longe de ser a mais natural e mais funcional.

 

Nós profissionais da Odontologia, hoje procuramos nos apoiar nos tratamentos baseados em evidências científicas, em protocolos que fazem sucesso, no entanto, quando estudamos mais outras áreas vemos que muitas vezes somos levados a escolher a linha do “menos pior” e não do melhor, por pura limitação técnica.

 

Por isto, todos os profissionais que trabalham saúde tem o dever de se manter atualizados e interessados sobre o que acontece em outras áreas, para buscar o melhor tratamento, e sempre questionando os próprios métodos.

Sei que é polêmico e que existem os que defendem e os que são contra, mas se fosse um filho seu o que você faria?
Esperaria até os 12 anos e perderia a chance de um tratamento conservador?

É bom para pensar.

 

* Casos com fotografias ilustrativas buscadas na internet onde se presume que as radiografias evidenciaram atrofias mandibulares e maxilas bem posicionadas ou ligeiramente protruidas e atresia de arcos.

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VEJO UM TERCEIRO MOLAR FORA DA POSIÇÃO OU MEIO VIRADO NA RADIOGRAFIA!!! TIRAR OU NÃO???

DUVMOLARÀs vezes, a grande dúvida dos profissionais de odontologia é saber indicar uma exodontia de um terceiro molar, conhecido também como dente do ciso. Nas radiografias panorâmicas temos uma visualização de todo o complexo maxilo mandibular, desta forma, podemos avaliar os dentes do siso em relação aos outros elementos dentais bem como a própria anatomia e posição destes dentes.
Os problemas aparecem porque como o nosso aparelho dental já estava todo montado, não há espaço suficiente para o siso nascer na região. Com isso, a dor no siso é intensa e, se ele não for retirado imediatamente pode haver grandes complicações como, por exemplo, a formação de um cisto na região, o desalinhamento dos dentes vizinhos, inflamações, doenças e até mesmo cáries.
Para resolver futuros problemas de “dor no siso” e as complicações clínicas causadas por eles, a principal indicação é a prevenção de:
Prevenção da doença periodontal;
Prevenção da cárie dental;
Prevenção da pericoronarite;
Prevenção da reabsorção radicular;
Dentes retidos sob próteses dentárias;
Prevenção de cistos e tumores odontogênicos;
Prevenção de dor de origem desconhecida;
Prevenção de fratura da mandíbula;
Facilitação do tratamento ortodôntico;
Otimização da saúde periodontal.

Talita Zanluqui de Souza

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Atenção ao novo código de ética.

ética na odontologia

Está em vigor desde 1º de janeiro de 2013, o novo texto do Código de Ética Odontológica, aprovado pela Resolução CFO-118/201.

 

CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1o. O Código de Ética Odontológica regula os direitos e deveres do cirurgião-dentista, profissionais técnicos e auxiliares, e pessoas… E assim vai…..

Com certeza poucos colegas tomaram conhecimento desse fato e caso o tenham feito, não deram a mínima importância. E não dando a devida importância, não tiveram o interesse em dar uma “olhadinha”, uma “espiada”.

Pois bem, não sou diferente de qualquer outro colega. Tenho mais o que fazer do que ficar lendo código de ética profissional e uma dessas coisas a mais é terminar a minha tese de mestrado.

Nesse mestrado frequentei aulas da ÁREA CONEXA e uma dessas aulas foi sobre CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL, onde fomos alertados para o seguinte capítulo:

 

CAPÍTULO XI

“DAS ENTIDADES COM ATIVIDADES NO ÂMBITO DA ODONTOLOGIA”

Art.29.Aplicam-se as disposições deste Código de Ética e as normas dos Conselhos de Odontologia a todos aqueles que exerçam a Odontologia, ainda que de forma indireta, sejam pessoas físicas ou jurídicas, tais como: clínicas, policlínicas, cooperativas, planos de assistência à saúde, convênios de qualquer forma, credenciamento, administradoras, intermediadoras, seguradoras de saúde, ou quaisquer outras entidades.

Art. 30. Os profissionais inscritos prestadores de serviço responderão, nos limites de sua atribuição, solidariamente, pela infração ética praticada, ainda que não desenvolva a função de sócio ou responsável técnico pela entidade.”

 

O que quer dizer isso tudo?

 

Todo consultório odontológico com mais de um profissional atuante é considerado uma clínica.

Por exemplo: você trabalha numa clínica, seja ela jurídica ou não, onde outros colegas atuam em outras especialidades, ou mesmo na clínica geral. E talvez, você nem os conheça, trabalha em dias diferentes ou mesmo aquele colega que divida as despesas com você, no seu consultório. Ou o implantodontista ou o endodontista que vai até sua clínica prestar um serviço.

Qualquer desses colegas que cometer uma infração ética, todos os demais, responderão por isso. Não só o responsável técnico, mas todos os profissionais que ali atuam são corresponsáveis pela infração ética.

É o que diz o Artigo 30 do Capítulo XI.

Sugiro a todos que deem uma “olhadinha” no texto do código. Principalmente no que diz respeito as infrações, porque o código ficou com uma interpretação, no mínimo ambígua.

Lembrando que, o simples fato de não estar em dia com a anuidade do CRO é uma infração.

 

 

Dr. Marcelo José Bellintani Fontana


Coordenador do Curso de Atualização em Implantes Orais da escola NEOM-RB

Mestrando em implantologia

Especialista em implantologia

Pós-graduado em cirurgia avançada e cirurgia periodontal

 

 

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Dentição jovem, tratar sem aparelho?

 

As deformidades físicas decorrentes de funções  inadequadas são conhecidas de longa data, vejam exemplos:

blog pista1Um dos maiores cientistas da atualidade vítima de paralisia por esclerose lateral amiotrófica, o físico britânico Stephen Hawking na sua juventude e depois de alguns anos.

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Deformidade dos pés de um indivíduo acometido de paralisia cerebral.

 

     É sabido que a melhor maneira de minimizar o impacto da função inadequada na anatomia é submeter o indivíduo a fisioterapia. Desde um braço que fica muito tempo engessado a casos de pacientes com paralisias severas.

     A melhor forma de preservação da anatomia é o restabelecimento e a manutenção da função correta o mais cedo possível, isto se aplica a  praticamente todos órgãos do corpo humano.

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Aqui  exemplo de um caso clínico:  No início a boca com anatomia e funções alteradas.   Durante o tratamento  foi priorizado o restabelecimento das funções.

         Tendo em vista isto, nem sempre o tratamento das más oclusões é feito com aparelhos ortodônticos.  Em pacientes muito jovens temos recursos extremamente simples e eficazes que se aplicados a tempo, devolvem a função e restabelecem a anatomia rapidamente, proporcionando estética e estabilidade.

 

            Um destes recursos é chamado de Pista Direta Planas.
Pistas Diretas Planas 
 São complementos de resina muitas vezes aplicados em conjunto com pequenos desgastes oclusais  que reconstituem a função, permitindo que o sistema se desenvolva em sua plenitude de uma forma equilibrada.

            Embora muito simples, esta técnica depende de alguns conhecimentos básicos:         Conhecimentos da oclusão, da ontogenia e da fisiologia do sistema estomatognático, para que se possa detectar a patologia o mais cedo possível e fazer uma intervenção precisa.

          E como qualquer área da Odontologia, sempre é necessário  bom diagnóstico,  bom planejamento e uma boa execução e acompanhamento do tratamento.

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Quanto tempo dura o tratamento com aparelhos?

duração do tratamento

Referência de imagem: http://www.ortodoncia.ws/publicaciones/2010/art24.asp

Quanto mais cedo começarmos tratar, mais longo será o tratamento.

Então melhor começar a tratar o mais tarde possível, certo?

Errado!

Neste caso, o que chamamos de tratamento pode ser dividido de uma maneira bem simples em: tratamento ativo, contenção e proservação.

O mal posicionamento e engrenamento dos dentes na maioria dos casos é um sinal de desajustes no crescimento dos ossos maxilares (maxila e/ou mandíbula).

É uma patologia que deve ser tratada o quanto antes, pois o dentista, dentro de certos limites, pode interferir no crescimento destas estruturas, e com isto tratar a causa e não somente os efeitos.

O tratamento quando iniciado bem cedo tende a ser mais simples, menos incômodo, com melhores resultados.

Parece contraditório pensar em tratar mais cedo, mas vamos lembrar que quando o fazemos, muitas vezes a fase ativa do tratamento acaba sendo menor, e a fase de contenção e proservação (observação), que tem um custo muito baixo, acaba sendo um seguro de custo baixo para garantir a estabilidade do resultado.

Para isto, não basta conhecer somente técnicas que preconizam aparelhos fixos de última geração, que realmente são importantes, mas servem apenas para o tratamento tardio.
Temos que ter o domínio de técnicas que nos permitam trabalhar com a dentição decídua e mista, e se possível eliminar a patologia sem que seja necessária a aplicação de recursos que tratam apenas dentes.lingua

Por quê?

Porque o desajuste do crescimento maxilo-mandibular pode provocar problemas locais e sistêmicos.

Diversas alterações são universalmente conhecidas, mas vamos citar duas que são importantes e pouco lembradas:

Alterações respiratórias: A parte superior da maxila é o assoalho da via aérea superior, por isto, quando a maxila deixa de se desenvolver adequadamente temos uma diminuição da área de passagem de ar nesta via, muitas vezes obrigando a criança a permanecer de boca aberta para poder respirar. Geralmente isto é chamado de mau hábito, no entanto fico tentado a chamar de sobrevivência.

Alterações fonoarticulatórias: A língua e outros músculos necessitam de um espaço funcional para trabalhar adequadamente, e se este espaço faltar sabemos que a criança poderá ter dificuldades para articular corretamente as palavras podendo estender esta dificuldade ao aprendizado e à escrita.

A resposta sobre o tempo de tratamento, embora pareça frustrante, deve deixar claro que o tratamento dura até conseguirmos restabelecer as funções corretamente, isto deve ser conseguido o quanto antes. Devemos esclarecer que tratamos um sistema biológico que tem respostas individualizadas, não existe nem certeza de resultados 100% satisfatórios nem um tempo fixo para chegar a resultados consistentes.

Faz parte da nossa obrigação enquanto profissionais conduzir o tratamento sempre motivando, fazendo os pacientes e responsáveis entender, participar e avaliar o que está sendo feito, para nesta dinâmica conseguir o resultado mais próximo possível do ideal.
Diagnosticar e tratar o quanto antes é melhor.

Veja assuntos relacionados em  www.neom-rb.com.br

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Eu não acredito em Ortopedia Funcional

Já ouvi muitos dizerem:

Ortopedia Funcional“Eu não acredito em Ortopedia Funcional”

“Já usei na minha clínica e sempre é a mesma história”

“Aparelhos móveis os pais não gostam e as crianças não usam. Quando dá algum resultado, a recidiva vem logo em seguida quando se descontinua o uso”

“Não funciona em adultos”

Sei que é bem ridículo, mas estes argumentos soam como algum leigo com “muita experiência” que chega à conclusão que  UM COMPRIMIDO de antibiótico parece não ser tão bom para dor de dente, pois já tentou e não deu certo.

A Ortopedia funcional é uma ciência que sempre deve levar em conta outras técnicas como Ortodontia e a Cirurgia, e estas duas também têm que enxergar a Ortopedia pelo bem da saúde do paciente.

Imagine um profissional maldizendo a Ortodontia porque a mesma não alcança objetivos satisfatórios, pois quando ele a usa em pacientes com uma mandíbula exageradamente grande em relação à maxila o resultado normalmente é ruim.   Ela não é feita para ser usada assim!

Para usar as técnicas funcionais primeiro temos que conhecer não os aparelhos, mas o que é a função, conhecer a fisiologia do sistema e a partir disto estabelecer objetivos da nossa terapia, e finalmente os meios para conseguir isto.

Colocando em termos odontológicos:

Correto diagnóstico, correto prognóstico, correto plano de tratamento. E ter capacitação para conduzir o tratamento, pois ainda não foi inventado um aparelho que faça tudo sozinho.

Por isto devemos entender de Ortodontia, de Ortopedia e até de Cirurgia, o suficiente para saber as vantagens e os limites de cada uma.

 Não revendemos aparelhos que compramos de protéticos!

 

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Ronco também pode matar!

Aparelhos intra-orais pré-fabricados para ronco, sem prescrição odontológica, deveriam ser proibidos.

Trabalho a aproximadamente 20 anos com ronco e a síndrome da apneia do sono (SAOS) e ainda não me acostumei com colegas dentistas que instalam aparelho só para ronco.  Pior ainda quando vejo propaganda de aparelhos pré-fabricados em revistas leigas (não científicas), que são vendidos livremente pela internet.

no ronco trabalhado

Aparelho pré-fabrico para ron

nariz trabalhbado

Estimulador nasal para inibição de ronco

Isso sem falar nos anéis, pulseiras e os curiosos clipes nasais para o tratamento do ronco.

A minha indignação acontece porque o ronco, na maioria das vezes, esconde uma doença muito mais importante, que é a apneia do sono.

A parada respiratória durante o sono (característica da SAOS) pode acarretar em diversas comorbidades, entre elas o infarto do miocárdio, AVC, hipertensão, diabetes, depressão, déficits cognitivos entre tantos outros, e tratar apenas o ronco sem se certificar que a apneia está sobre controle, significa subtratar, correndo o risco de mascarar um problema maior.

Claro que existem indivíduos que apenas roncam e não tem apneia do sono (conhecido como ronco primário), mas é fundamental que tenhamos certeza disso. Por isso, é “obrigatório” que o indivíduo com queixa de ronco faça uma polissonografia e seja devidamente avaliado por um dentista ou médico.

Caso o problema seja só ronco, o aparelho pré-fabricado pode ser indicado. Caso não, um aparelho individualizado de ser feito (os aparelhos individualizados são comprovadamente mais eficientes que os pré-fabricados) e uma polissonografia final deve ser solicitada confirmando a redução significativa das paradas respiratórias durante o sono.

Uma analogia simples seria fazer uma restauração de resina sobre um dente cariado. Por fora pode ficar perfeito, mas é uma questão de tempo esta cárie evoluir até que seja necessário um tratamento de canal.

Remover todo o tecido cariado antes da restauração é o mínimo que se espera de um bom dentista.

Solicitar uma polissonografia antes de tratar um ronco, também.

 

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Relação entre mandíbula e coluna cervical

Tudo indica que existe uma intima relação entre comprimento mandibular e a curvatura da coluna cervical.

Estudos demonstram que indivíduos com um menor comprimento mandibular (classe II esquelética) apresenta um aumento da curvatura cervical e consequentemente, aumento das outras curvaturas da coluna.

O contrario também é verdade. Pessoas com um maior comprimento da mandíbula (classe III esquelética) tendem a ter uma retificação cervical.

Nestes casos, o aumento ou a retificação da coluna cervical, pode gerar a longo prazo dores localizadas ou pinçamentos (desgastes ósseos acentuados ou bloqueios articulares), diminuindo a qualidade de vida destes indivíduos.

cervicalgiaO dentista é fundamental neste tratamento, pois ele pode controlar o crescimento mandibular, seja para estimulá-lo ou freá-lo, resultando em um crescimento equilibrado e provavelmente uma correção ou melhora da coluna, isso se feito em uma época oportuna, ou seja, o mais cedo possível e muitas vezes, ainda em dentição decícua. Neste caso, a Ortopedia Funcional dos Maxilares é imprescindível.

Aguardar a troca dos dentes para tratar com aparelhos fixos pode ratificar a deformação na coluna, perpetuando o problema.

Extrações dentárias em pacientes classe II, significa corrigir dentes e manter a mandíbula pequena, mantendo a acentuada curvatura cervical e  deixando de lado a saúde geral do paciente.

Às vezes pode parecer que o caminho mais seguro é seguir o protocolo que é usualmente empregado.

Mas e se esse paciente fosse o seu filho, qual seria a sua escolha?

 

Dr. Pedro Pileggi Vinha

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