Monthly Archives: julho 2014

Por que esperar para colocar aparelho ortodôntico?

cresimento blogQuando fazemos uma busca rápida no Google  com a frase: “porque temos dentes tortos” em geral  vemos o seguinte:

Maus hábitos, perda precoce dos dentes decíduos, e em muitos lugares a seguinte sentença: “Na
maior parte dos casos é a genética que manda”.

Esta afirmação é tão relativa quanto inadequada.

Relativa, porque a genética, com toda certeza que as evidências científicas nos propõem, realmente participa do processo, mas não tão diretamente ou tão determinantemente quanto muitos acreditam.

Inadequada porque ela não “manda”, ela induz.  A genética traça um rascunho do rumo que o desenvolvimento deve seguir,  a função e o meio ambiente vão atuar como coadjuvantes dando a direção mais exata, acelerando ou freiando o desenvolvimento ao longo do caminho até o resultado final do crescimento.  Durante o  crescimento, os fatores não genéticos vão propiciar ou não a expressão máxima das informações genéticas.

A função e as influências do meio atuam em qualquer parte do organismo e permitem a manifestação genética em maior ou menor grau:  Já viram o que acontece a uma perna que se desenvolve sem estímulos adequados no caso de um indivíduo que fica paraplégico quando criança?

O fato é que tanto o aparelho ortodôntico quanto o aparelho ortopédico  funcional são fatores não genéticos que poderão  afetar de maneira decisiva o desenvolvimento da boca.

Quando temos uma boca jovem com alterações patológicas de oclusão, de tamanho,  de  forma,  com dentição decídua ou mista, o que fazemos?

Devemos esperar esta patologia se consolidar esperando as trocas dentárias?

O que sabemos é que as alterações de oclusão são na verdade a “ponta do iceberg” de alterações de forma da boca, então não devemos focar só nos dentes!

Devemos sim, tão logo percebida a patologia, buscar o recurso necessário para tratarmos o nosso paciente o quanto antes, pois estes desvios patológicos normalmente não afetam só os dentes, mas outras funções, tais como deglutição, respiração, fonação e conforme temos percebido mais recentemente, a postura corporal.

Qual o melhor recurso?

Salvo situações muito específicas, em qualquer desvio patológico devemos colocar com urgência  aparelhos ou fazer procedimentos corretivos  de maneira  a propiciar um crescimento adequado da boca  para que todos os dentes se acomodem.

O profissional deve ter uma boa formação para estabelecer um diagnóstico preciso, a indicação de aparelho ou procedimentos adequados  e fazer um bom acompanhamento do tratamento.

O bom profissional deve conhecer mais que uma técnica, pois ele deve suprir a necessidade do paciente e não somente a sua necessidade de ter pacientes.

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Onde foi parar o Arco Extra Bucal?

arco extra bucal


Muitos assistiram ao filme A Fantástica Fábrica de Chocolate. Você se lembra do filho do dentista que usava um aparelho nada confortável que ficava com a maior parte apoiada fora da boca?

Até pouco tempo atrás era muito comum ver isto nas ruas.

Por que não usamos mais este aparelho?

Em muitos casos ele foi substituído por recursos mais eficientes, mais estéticos e menos traumáticos

Um deles é o microimplante,  que nos favorece no sentido de obter ancoragem de maneira fácil, rápida e segura sem precisar da colaboração do paciente. A eficiência é tal que conseguimos movimentar dentes molares de maneira a conseguir uma boa chave de oclusão.

Outro recurso utilizado são as técnicas funcionais, que nos permite o direcionamento de crescimento facial em crianças, possibilitando uma intervenção ”precoce” e isto permite o atendimento de crianças cada vez mais novas com um tratamento altamente conservador, e na grande maioria dos casos sem a necessidade de extrações. Quando a Ortopedia Funcional não evita tratamentos ortodônticos futuros, estes se tornam muito mais simples.

Outro recurso que ganhou espaço na última década é a tecnologia dos braquetes autoligados, que além de facilitar a vida do dentista diminuindo o tempo de cadeira, veio atrelado a uma quebra de alguns dogmas da ortodontia, permitindo, por exemplo, alterações transversais dos arcos, resultando em tratamentos mais conservadores.

A Ortodontia contemporânea está mais dinâmica, mais eficiente, mais funcional  e muito mais estética, por outro lado impõe ao profissional a busca mais ativa desses recursos que até então ou eram desconhecidos ou pouco utilizados.

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