Monthly Archives: setembro 2014

Criança, exodontia, respiração, crescimento e Ortodontia.

Quem faz Odontopediatria vê crianças assim todos os dias:


000000

 

* Casos com fotografias ilustrativas buscadas na internet onde se presume que as radiografias evidenciaram atrofias mandibulares e maxilas bem posicionadas ou ligeiramente protruídas e atresia de arcos. fonte http://orthotropics.com/

Imagine se tivéssemos uma única linha de tratamento e que ela fosse exclusivamente voltada para dentes, qual seria o resultado nestes casos*?
Nas imagens mostradas, no tratamento foi priorizado o crescimento das estruturas  através da Ortopedia Funcional.

Quando estimulamos o aumento do perímetro das arcadas e também as tornamos compatíveis entre si, se houver necessidade de alinhamentos dentários isto se faz de uma maneira rápida, fácil e com baixo risco.
Se em casos assim a opção for aparelhos para retrair o arco superior, ou ainda pior, se fizermos extrações, colocaremos em risco não só a estética facial, também o perfeito fluxo respiratório.

Procurem saber sobre apneia do sono.

Alguns colegas argumentam que a retração de um arco nas exodontias dentro do tratamento ortodôntico é muito pequena, no entanto devemos considerar pelo ao menos dois fatores:

1- Quando tratamos apneias severas (que trazem consequências sistêmicas sérias) muitas vezes usamos aparelhos que fazem uma pequena protrusão mandibular e o índice de apneia cai para um nível aceitável ou desaparece. Estamos falando de 2 a 4 mm! , e quando ampliamos a boca de 2 a 4 mm muitas vezes tiramos o paciente do quadro de apneia. Se isso acontece, porque não imaginar que fazendo ao contrário não o estamos predispondo o nosso paciente a ser um apneico?

2- Quando utilizamos uma técnica que restringe uma estrutura em detrimento da atrofia de outra, estamos agravando o quadro, e claro, produzindo uma situação longe de ser a mais natural e mais funcional.

 

Nós profissionais da Odontologia, hoje procuramos nos apoiar nos tratamentos baseados em evidências científicas, em protocolos que fazem sucesso, no entanto, quando estudamos mais outras áreas vemos que muitas vezes somos levados a escolher a linha do “menos pior” e não do melhor, por pura limitação técnica.

 

Por isto, todos os profissionais que trabalham saúde tem o dever de se manter atualizados e interessados sobre o que acontece em outras áreas, para buscar o melhor tratamento, e sempre questionando os próprios métodos.

Sei que é polêmico e que existem os que defendem e os que são contra, mas se fosse um filho seu o que você faria?
Esperaria até os 12 anos e perderia a chance de um tratamento conservador?

É bom para pensar.

 

* Casos com fotografias ilustrativas buscadas na internet onde se presume que as radiografias evidenciaram atrofias mandibulares e maxilas bem posicionadas ou ligeiramente protruidas e atresia de arcos.

00000

Continue Reading

VEJO UM TERCEIRO MOLAR FORA DA POSIÇÃO OU MEIO VIRADO NA RADIOGRAFIA!!! TIRAR OU NÃO???

DUVMOLARÀs vezes, a grande dúvida dos profissionais de odontologia é saber indicar uma exodontia de um terceiro molar, conhecido também como dente do ciso. Nas radiografias panorâmicas temos uma visualização de todo o complexo maxilo mandibular, desta forma, podemos avaliar os dentes do siso em relação aos outros elementos dentais bem como a própria anatomia e posição destes dentes.
Os problemas aparecem porque como o nosso aparelho dental já estava todo montado, não há espaço suficiente para o siso nascer na região. Com isso, a dor no siso é intensa e, se ele não for retirado imediatamente pode haver grandes complicações como, por exemplo, a formação de um cisto na região, o desalinhamento dos dentes vizinhos, inflamações, doenças e até mesmo cáries.
Para resolver futuros problemas de “dor no siso” e as complicações clínicas causadas por eles, a principal indicação é a prevenção de:
Prevenção da doença periodontal;
Prevenção da cárie dental;
Prevenção da pericoronarite;
Prevenção da reabsorção radicular;
Dentes retidos sob próteses dentárias;
Prevenção de cistos e tumores odontogênicos;
Prevenção de dor de origem desconhecida;
Prevenção de fratura da mandíbula;
Facilitação do tratamento ortodôntico;
Otimização da saúde periodontal.

Talita Zanluqui de Souza

Continue Reading