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Respirador Bucal

A criança respiradora bucal (ou oral) é sem dúvida o maior débito da odontologia para com a sociedade.
Durante muitos anos, aprendemos nos livros acadêmicos que respirar pela boca é um hábito. Um mau hábito.
Para compreendermos o absurdo desta afirmação, precisamos apenas nos lembrar de uma noite mal dormida, com uma obstrução nasal decorrente de um resfriado comum. Como alguém respira pela boca por hábito?
As crianças que assim o fazem, com certeza não são por vontade própria, muito menos por um hábito. Se o fazem é por necessidade de sobrevivência. Elas simplesmente são impossibilitadas de respirar pelo nariz devido a obstruções crônicas.
O problema em respirar pela boca acarreta uma enormidade de sinais e sintomas que podem ser assim descritos de uma maneira bastante simplista:

• Patologias otorrinolaringológicas (rinites, sinusites recorrentes, otites, amigdalites de repetição, hipertrofia das adenóides entre outras).


Desvio de septo e otites de repetição podem estar relacionados à respiração bucal e, o tratamento destas patologias são beneficiadas com técnicas odontológicas.

• Alterações do sono (sono agitado, ronco e o pior dos sintomas, a apneia do sono infantil).
• Alterações psicopedagógicas (a síndrome do déficit de atenção e a hiperatividade muitas vezes são confundidas com atitudes de uma criança que respira pela boca, dificuldades de aprendizado, ansiedade outras).
• Alterações posturais (cabeça anteriorizada, hiperlordose cervical e lombar, barriga projetada para frente, ombros anteriorizados entre tantas outras).



• Alterações oclusais (mordidas cruzadas, mordidas abertas, Classe II, III entre tantas outras.
• Alterações fonoarticulatórias (desde alterações de fonema a dificuldades de aprendizado, além de alterações de tonicidade musculares de lábios, língua e bochechas).



Entretanto, muitas vezes a causa de todos estes sintomas é uma simples arcada superior atrésica. Devemos nos lembrar que os alvéolos dentários são a base de um triangulo que é representado pela maxila, e no meio deste, duas cavidades ocas, o nariz.
Atresias maxilares, em sua grande maioria, causam atresias nasais e consequente diminuição da passagem de ar por elas.
Daí a necessidade de respirar pela boca.
O dentista tem um papel fundamental em devolver a forma para a maxila e a respiração nasal e seus tratamentos apresentam grande eficácia.



Na figura da esquerda é possível observar a hipertrofia da adenoide com acentuada redução do espaço aéreo, em uma criança de 4 anos. A radiografia da direita mostra o resultado após o tratamento com aparelho intraoral, observando uma redução significativa no tamanho da adenoide e consequente aumento do espaço aéreo respiratório.
A ortodontia, por meio da disjunção, promove a abertura rápida do palato desobstruindo a cavidade nasal e dando condições a uma restauração nasal adequada. A Ortopedia Funcional dos Maxilares vem promover a reabilitação da oclusão na situação expandida, corrigindo a musculatura e estabilizando o caso.


Criança respiradora bucal, inicialmente tratada com disjunção seguida de tratamento ortopédico funcional

O dentista é, sem dúvida, um dos principais agentes da prevenção e tratamento da respiração bucal e nós, do NEOM-RB, somos um caminho para guiá-lo nesta jornada rumo à primazia profissional.
Por isso somos NEOM-RB, por isso temos Respiração Bucal até no nome.

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